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Ano Novo e o Paganismo

O ano novo é uma festa celebrada quase que no mundo inteiro. As pessoas celebram esta passagem de ano crendo em melhoras para o próximo ano que está chegando. E muitas religiões fazem cultos especiais para esta passagem com o intuito de alcançar um ano de prosperidade.

Origem

A celebração do ano novo teve inicio em Bavel/Babilônia, 2 mil anos a.e.c., ao celebrarem a transição de um ano baseando-se na colheita, e isto derivou a idéia de um renovo ou um novo ciclo. Este período em nosso calendário atual seria equivalente a 23 de Março ou por volta desta data.

Esta celebração durava vários dias, e eram feitas várias promessas, tais como, mais apego à família, fidelidade às deidades, etc.

Bavel/Babilônia tinha uma cultura religiosa naturalista, ou seja, adoravam forças vitais. Para eles, elementos da natureza eram deuses, e deuses, controlavam os elementos da natureza. Levando em consideração a forte relação entre o ano novo e a colheita, não nos leva a pensar que esta celebração nada mais era que um rito à um deus/aos deuses?

Além das várias características religiosas atreladas à esta celebração, temos também o “Poema da Criação”, que era um escrito sagrado, encontrado em 7 tábuas de argila, escrito em acadiano, e estes escritos foram conhecidos como “Emuna Elish”, pois estes eram as duas primeiras palavras encontradas na primeira tábua. Abaixo um pequeno trecho do que continha as tábuas.

Quando no alto não se nomeava o céu, e em baixo a terra não tinha nome, do oceano primordial (Apsu), seu pai; e da tumultuosa Tiamat, a mãe de todos, suas águas se fundiam numa, e nenhum campo estava formado, nem pântanos eram vistos; quando nenhum dos deuses tinha sido chamado a existência, (...)

Este poema era citado na celebração do ano novo, o que nos dá mais um indício que o ano novo era uma festa religiosa de culto aos deuses.

Se já não bastasse a sua origem extremamente pagã, o que já daqui mesmo deveríamos parar de celebrar, ainda há mais por trás desta celebração.

Roma

O líder romano Julio Cesar, em 46 a.e.c, implantou o que hoje conhecemos como “Calendário Juliano”. O calendário Juliano foi derivado do calendário romano, e os meses receberam nomes conforme a sua seqüência. Porém, mais tarde alguns meses receberam nomes de lideres políticos ou religiosos que contribuíram com o império romano ou com a construção do calendário.

O mês de Ianuarius/Janeiro originalmente para o 11º mês, mas deixou de ser o 11º mês e passou a ser o primeiro. Ianuarius, em latim, deriva do nome Ianus/Janus. Ianus por sua vez deriva de Ianua (Porta/porta dupla).

Ianus/Janus era um deidade romana de duas faces viradas em sentidos opostos. Suas faces representavam sentidos opostos, como vida e morte, paz e guerra, começo e fim, etc.

Janus era conhecido como o deus da transição ou deus das portas (referência a entrada e saída). Suas faces também simbolizavam o passado e o futuro, e este era o deus do início, das decisões e das escolhas.

Não a toa, Janeiro passou a ser o primeiro mês, já que Janeiro vem do nome da deidade que representa o início.

Em 1582, o papa Gregório XIII, fez algumas modificações no calendário Juliano e assim surgiu o calendário Gregoriano (atualmente utilizado pela maioria dos países ocidentais). Além da criação de um novo calendário, foi atribuído nesta mesma data a celebração do ano novo para o dia 1º de Janeiro em memória do deus Ianus/Janus.

Curiosidades

As pessoas fazem promessas e idealizam novos rumos para o novo ano. Não seria este tipo de atitude um costume bastante antigo já que Janus era um deus da decisão?

Não estou dizendo que toda decisão tomada seja uma adoração a este deus, mas digo que este tipo de costume, assim como toda a festa, é uma forma de adoração à ídolos.

Outra curiosidade são os vários barulhos e ruídos que são feitos neste dia. Fogos de artifício, cornetas, buzinas, e gritos de alegria também tem origem em certos costumes onde se entendiam que os barulhos espantavam espíritos malignos.

Além do mais, ainda temos o “bebe” utilizado como símbolo para o ano novo. Por volta de 600 a.e.c, um bebe era carregado dentro de um cesto durante o desfile do ritual de ano novo. Este símbolo era uma representação do renascimento anual do deus do vinho, Dionísio.

Conclusão

Como se já não bastasse a origem pagã da festa, ainda há vários outros símbolos e deuses pagãos que foram sendo atribuídos a esta festa ao longo do tempo.

HaShem diz em Sua Palavra para nos afastarmos de toda idolatria e costumes pagãos.

"E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós, porque fizeram todas estas coisas; portanto fui enfadado deles."
Wayiq’ra/Levítico 20.23

O profeta profetiza contra a nação que se corrompeu ao assimilar os costumes e adoração aos idolos.

"Mas tu desamparaste o teu povo, a casa de Ya’akov/Jacó, porque se encheram dos costumes do oriente e são agoureiros como os filisteus; e associam-se com os filhos dos estrangeiros,"
Yeshayahu/Isaías 2.6

E o salmista lamenta pela corrupção do povo eleito!

"Antes se misturaram com os gentios, e aprenderam as suas obras. E serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço."
Tehilim/Salmos 106.35-36

E por fim Yochanan/João afirma!

"E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Elohim se lembrou das Iniqüidades dela."
Gel’yiãnã/Apocalipse 18.4-5

Material produzido por: Edenyah ben Adam
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