Nação Sacerdotal Yeshua Melekh
Reflexões
Santificação ou penitência?

Há anos atrás, ainda nos meus tempos de cristianismo, estava assistindo uma reportagem que mostrava os árabes ajoelhando e curvando até que a testa chegasse ao chão para orar. Aquela atitude me pareceu bastante fervorosa e pensei: “Se eles fazem isto para adorar, eu ainda mais devo fazer!”. Desde então, tenho copiado este costume de me ajoelhar e curvar-me com o rosto até o chão para fazer minhas orações, mas recentemente me veio uma revelação sobre este costume que adquiri.

Algumas vezes ao me curvar, sentia uma pressão na cabeça, outras vezes, dificuldade para respirar, e nos dias que isto acontecia, acabava que fazia sem perceber, uma oração curta e sem muita espontaneidade. E da ultima vez que isto aconteceu eu parei para perceber, que eu não estava de fato conversando com HaShem, não estava me expressando e nem ao menos entregando-me durante aquele momento.

A tephilãh (oração/reza) deve ser um momento em que uma pessoa deve conversar com HaShem. Este pode se comunicar com Ele expressando seus sentimentos, angustias, alegrias ou até mesmo, recitando textos bíblicos dos quais a pessoa sente prazer em ouvir ou ler. Este é um momento em que devemos nos entregar nesta conversa, e devemos colocar tudo o que temos dentro de nós para fora, seja alegrias, seja frustrações, seja conquistas, seja derrotas.

A questão é que, em minha atitude, eu não estava atingindo o objetivo que era a real Tephilãh, pois o que eu estava fazendo era apenas citar palavras sem uma entrega ou sem me expressar. O que é mais importante? Mostrar reverência ou me comunicar com o Eterno? De que adianta toda uma reverência, se minha mente acaba se distanciando do Eterno?

"Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Elohim, mais do que os holocaustos."
Hoshe'a/Oséias 6.6

Apesar do pãsuq acima estar se tratando de holocaustos, mas vemos um princípio muito importante que podemos aplicar ao caso. Como podemos ver, mais importante do que a liturgia, é conhecer a Elohim e fazer o bem ao próximo. Do mesmo modo, podemos afirmar que, mais importante é buscarmos uma tephilãh de entrega do ser, ao qual nos aproxima do Eterno, do que uma  tephilãh vazia, mas com uma imagem de reverência.

De fato, jamais fiz isto em público ou na frente de pessoas, mas sempre pratiquei este tipo de oração em meu quarto, mas ainda assim, no fim das contas, o resultado que tive é que minha tephilãh apenas mostrava uma imagem de reverência e santidade, mas na prática, eu acabava não me conectando com o Eterno.

Isto me fez prestar atenção que nosso relacionamento com Elohim não precisa ser penoso, mas sim, prático! Precisamos estar com o coração próximo à Elohim, e não com nossos corpos abatidos.

Assim como eu estive vacilando nesta atitude, creio que outras pessoas também podem estar vacilando de outras formas, talvez fazendo jejuns, talvez fazendo leituras bíblicas intermináveis a procura de respostas, etc.

É necessário refletirmos um pouco sobre as nossas atitudes e analisarmos o que estamos conseguindo com estas atitudes. Será que realmente estamos atingindo o objetivo ou estamos andando em círculos? 

Se você leitor, viu que você também esteve tomando uma atitude que lhe fez andar em círculos, compartilhe conosco em nossa página do Facebook, certamente outras pessoas podem estar fazendo o mesmo sem perceber!

Material produzido por: Edenyah ben Adam
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