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Cientistas descobriram como o profeta Yehoshua parou o sol durante uma batalha bíblica

"Tu és o Elohim que fazes maravilhas; tu fizeste notória a tua força entre os povos."
Tehilim/Salmos 77.14

Três pesquisadores da universidade de Ben Gurion acreditam ter encontrado a explicação científica por trás do episódio bíblico miraculoso do qual o sol parou quando Yehoshua clamou durante a batalha. Apesar da solução não ser miraculosa, a abordagem deles é um casamento simbiótico de ciência e Bíblia.

Dr. Hezi Yitzchak, Dr. Daniel Weistaub e Dr. Uzi Avneer, da universidades de Ben Gurion no Negev de Israel, mostraram o resultado dos seus estudos na ultima semana no Beit Mikra, um jornal em lingua Hebraica para estudos bíblicos. No estudo, eles sugerem que o milagre do qual o sol parou quando Yehoshua lutava contra cinco exércitos para ajudar os Giv’onim (Gibeonitas) na realidade se tratava de causas naturais conhecido como eclipse solar.

No capítulo dez do livro de Yehoshua (Josué), os Yisrãe’lim foram a guerra contra cinco reis para ajudar os Giv’onim, ao qual eles haviam firmado um pacto. Enquanto Yisrã’el estava prevalecendo na batalha, Elohim lançou pedras do céu para esmagar os enemigos. Yehoshua orou para que o sol parasse para que ele tivesse tempo para completar a vitória. Elohim atendeu a sua oração.

"E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isto não está escrito no livro de haYãshar/Jasher? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro."
Yehoshua/Josué 10.13

Yehoshua ordena ao sol para que se firmasse (Wikimedia)

No capítulo dez do livro de Yehoshua (Josué), os Yisrãe’lim foram a guerra contra cinco reis para ajudar os Giv’onim, ao qual eles haviam firmado um pacto. Enquanto Yisrã’el estava prevalecendo na batalha, Elohim lançou pedras do céu para esmagar os enemigos. Yehoshua orou para que o sol parasse para que ele tivesse tempo para completar a vitória. Elohim atendeu a sua oração.

Através dos dados da NASA sobre os eventos dos rastros astronômicos, a equipe de cientistas deduziram que o único eclipse solar que aconteceu durante o período que os Judeus acreditam ter entrado em Yisrã’el foi em 30 de Outubro de 1207 aEc. Apesar da Bíblia mencionar outros casos do sol parando, a história no Livro de Yehoshua é a única que também menciona a lua durante o processo. Isto levou os cientistas a concluírem que a Bíblia estava relatando um caso de eclipse solar, ao qual a lua se posiciona entre a terra e o sol.

Uma das barreiras encontradas na teoria dos cientistas é que a Bíblia descreve o sol permanecendo no céu por um longo período. A explicação deles é que um eclipse solar é precisamente o oposto: o sol desaparecendo em um momento que deveria estar aparecendo no céu. Os cientistas resolvem esta contradição usando a etimologia Hebraica.

A descrição do evento no Livro de Yehoshua usa a palavra (dom - דֹּם), normalmente entendida como “firmar”. Esta palavra é utilizada apenas em um outro lugar da Bíblia.

"Descansa (dom - דּ֤וֹם) em YHWH, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos."
Tehilim/Salmos 37.7

Os cientistas concluiram que a palavra (dom - דֹּם) na realidade significa ‘escurecer’.

Apesar desta explicação parecer estranha à primeira vista, a matéria citou várias fontes Judaicas clássicas da qual descrevem o evento no Livro de Yehoshua como realmente um eclipse solar.

O mais notável, é a afirmação do rabino Moshe ben Maimon, comumente conhecido como Maimonides, uma autoridade da Torãh do século XII residente na Espanha. Em seu livro, “O guia dos perplexos”, Rambam entendeu que no caso de Yehoshua se tratava de um fenômeno visível ao invés de uma extensão do tempo, baseado no versículo que afirma que isto foi feito de forma visível.

"Então Yehoshua falou à YHWH, no dia em que YHWH deu os hãEmori/amorreus nas mãos dos filhos de Yisrã’el, e disse na presença dos Yisrã’elim: Sol, detém-te em Ghiv’on/Gibeom, e tu, lua, no vale de Ayyãlon/Ajalom."
Yehoshua/Josué 10.12

Rambam entendeu que este foi o caso que os raios do sol se firmou, ou foi parado, como em um eclipse solar.

O rabino Avraham Arieh Trugman, diretor da Ohr Chadash: Novos Horizontes na Experiência Judaica, aceitou os resultados do estudo com equanimidade. O rabino Trugman citou a fábula atribuída à Rav Yisroel ben Eliezer, conhecido como Baal Shem Tov (Senhor do bom nome), ao qual fundou o influente movimento chassidico no século XVIII.

 
Rabino Arieh Trugman (Courtesy)

A história conta que os cientistas se aproximaram de Baal Shem Tov, dizendo se ele poderia explicar o caso do Mar Vermelho se abrindo quando os Judeus fugiram do Egito atribuindo isto a uma extraordinária maré alta. Os cientistas descreveram todos as condições astronômicas necessárias para criar tamanha tal maré, afirmando que se trata de um caso raro, mas inteiramente possível que tal fato ocorresse.

Baal Shem Tov respondeu exclamando, “Mas que milagre! Um Milagre! No justo momento em que Yisrã’el precisava atravessar o Mar Vermelho, ocorreu este único conjunto de fatos.”.

Rav Trugman explicou seu entendimento da história no Breaking Israel News.

“Apesar do fato de muitas pessoas colocarem a Torãh contra a ciência, o que está mais perto da verdade é que em muitos casos não existe conflito entre a ciência e a Torãh,” disse Rav Trugman. “É muito comum encontrarmos em muitas áreas uma espetacular harmonia entre o conhecimento secular e a sabedoria da Torãh.”.

Apesar de que alguns podem discordar com o método do estudo e algumas conclusões, os cientistas concluíram que a Bíblia pode ser uma fonte importante para a história ao qual fará gosto à sociedade bíblica.

“Não são todos que gostam da ideia de usar a física para provar textos bíblicos, e eu sei que posso ser confundido como se eu estivesse racionalizando minha fé,” Dr. Yitzhak disse ao Haaretz no Domingo. “Não dizemos que tudo o que está escrito na Bíblia é fato ou ocorreu... mas existe também um pouco de fatos históricos que há evidencias arqueológicas por trás.”.

Os cientistas também localizaram o que eles acreditam ser o local da batalha e os 28 kilometros que os soldados Hebreus percorreram durante a noite para lançar um ataque surpresa pela manhã. Eles concluíram que foi na realidade na região entre as cidades de Yericho (Jericó) e Gil’gãl, um típico lugar de encontro mencionado na Bíblia várias vezes.

O artigo em Beit Mikra não menciona as “grandes pedras” e “granitos” que a Bíblia descreve como responsável por matar mais inimigos que os que morreram em batalha.

Este material foi traduzido do site Breaking Israel News (https://www.breakingisraelnews.com/82306/scientists-discover-joshua-stopped-sun/) por Edenyah ben Adam.

Notas do Tradutor:

É possível que esta teoria seja o que tenha acontecido, mas pode haver outras formas de explicar tal fato. Não acredito que buscar explicações científicas para os acontecimentos bíblicos sejam uma falta de crença, ao contrário, pois entender o que de fato aconteceu é se maravilhar com a forma que YHWH rege todas as coisas para o bem dos seus escolhidos. Ele estabeleceu leis para a natureza, e age conforme as leis estabelecidas, fazendo com que tudo agregue e contribua para aqueles que lhe são obedientes. Não devemos ler a Bíblia como se estivéssemos lendo um livro do Harry Potter, lendo como se o mundo antigo fosse um mundo mágico e encantado, mas devemos encarar os acontecimentos bíblicos com sobriedade e entendimento para que as maravilhas relatadas não sejam um conto de fadas, mas que sejam de fato histórias reveladoras.

Os autores da notícia buscavam noticiar, mas foram bastante objetivo, e creio que tal objetividade possa deixar algumas pessoas sem entender direito alguns pontos, por isso, estarei agregando meu ponto de vista pessoal a respeito de tal teoria e sobre o que os cientistas explicaram.

O termo (dom - דֹּם) foi relacionado à “escurecer”, vamos aprofundar um pouco mais sobre isso.

"Então Yehoshua/Josué falou à YHWH, no dia em que YHWH deu os amorreus nas mãos dos filhos de Yisrã’el, e disse na presença dos Yisrã’elim: Sol, detém-te[dom - דּ֔וֹם] em Gibeom, e tu, lua, no vale de Ajalom."
Yehoshua/Josué 10.12

O seu correspondente exata se encontra em Tehilim.

"Descansa (dom - דּ֤וֹם) em YHWH, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos."
Tehilim/Salmos 37.7

Os autores entenderam que a ideia de descansar está ligado ao fato de um escurecimento, seja este pelo fato de descansarmos durante a noite que é escuro ou pelo fato de fecharmos os olhos para descansar.

A concordância Strong define “dom” como “interromper”, o que estaria de acordo com a proposta dos cientistas, entendendo que o redator visava relatar que a lua interrompeu a luz do sol.

Semelhante a isto temos em Yechez’qel uma definição para “dom” bem interessante.

"Geme em silêncio[dom - דֹּ֗ם], não faças luto por mortos; ata o teu turbante, e põe nos pés os teus sapatos, e não cubras os teus lábios, e não comas o pão dos homens."
Yechez'qel/Ezequiel 24.17

Temos aqui literalmente “Interrompa o gemido”, mostrando a relação entre o termo “dom” e a ideia de uma “interrupção”.

Mas como um eclipse poderia ajudar em uma batalha? Na realidade, o eclipse foi muito oportuno, já que o sol seria um empecilho, já que a região onde tal batalha ocorreu, o sol é escaldante e uma batalha sob tão forte sol deixaria os soldados indispostos. A batalha se iniciou no período da noite, e possivelmente, quando já estava amanhecendo, quando o sol começaria a molestar aqueles que estavam batalhando, um eclipse se iniciou, “prologando” assim a “noite”, mantendo ainda um clima mais fresco e vantajoso para o exército Yisrã’eli.

"E Yehoshua/Josué lhes sobreveio de repente, porque toda a noite veio subindo desde Gilgal."
Yehoshua/Josué 10.9

Como podemos ver no pãsuq 9, já pela noite, Yehoshua com seus soldados se colocaram a marchar, e provavelmente a batalha se iniciou na madrugada, sob a luz da lua.

De fato um eclipse solar dura apenas alguns minutos, porém, as Escrituras relatam algo que demorou horas. É possível que o relato não estivesse tratando de relatar o tempo de duração do eclipse solar, mas sim, o tempo de duração em que o dia esteve escuro, ou seja, somado o tempo da madrugada, mas o período do amanhecer que houve o eclipse.

Concluindo, esta explicação não visa colocar um ponto final na questão, e nem visa impor esta forma de interpretar a ninguém. Apenas foi uma descoberta interessante e a quem interessar, traduzimos e disponibilizamos.

Material produzido por: Edenyah ben Adam
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